segunda-feira, 14 de abril de 2008

Doenças dos gatos ou relacionadas com eles

Alergias
Algumas pessoas são alérgicas à
glucoproteína Fel d1, presente na saliva e que passa ao humano com o contato com a pele ou com o pêlo do gato. Um em cada 50 mil pessoas carecem desta glucoproteína devido a uma variação genética no ADN. A glucoproteína Fel d1 pode gerar espirros, irritação das vias respiratórias e, em casos mais agudos, asma e outras reações alérgicas. No dia 24 de setembro de 2006, a empresa biotecnológica Allerca anunciou o começo da produção dos primeiros gatos hipoalergênicos sem modificações genéticas. Além disso, existe uma raça de gatos chamada gato Siberiano ou Bosque de Sibéria, que não produzem esta glucoproteína, não causando, deste modo, alergias (exceto em 20% de casos).

Toxoplasmose
A
toxoplasmose é perigosa para a mulher grávida, por ser uma das principais causas de mal-formações no feto. O gato, como espécie, desempenha um papel chave no ciclo desta enfermidade, sendo um hospedeiro obrigatório para a transmissão. O gato adquire a doença quando se alimenta de algum pássaro ou rato infectado. Portanto, a primeira conclusão é que o gato envolvido na transmissão, é aquele que tem possibilidade de caçar ratos (gato silvestre ou de granja) e não o gato doméstico alimentado apenas com ração. No entanto, deve-se estar assegurado de que o gato doméstico não tem por hábito caçar animais.
O felino excreta os ooquistes nas suas
fezes e o humano se infecta quando entra em contato oral com elas (por não lavar as mãos direito depois de limpar a caixa de areia do bichano, ou não lavar legumes que foram plantados em locais que contêm fezes de gatos por exemplo). Além disso, é improvável que um gato se alimente de um dos animais supra-citados, já a maioria os trata como "troféus". Portanto, tendo condições boas de higiene, é muito difícil de pegar a doença. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa da toxoplasmose em mulheres é a ingestão de carne crua ou pouco cozida, assim como verduras mal lavadas e contaminadas com dejetos de gatos.

Leucemia
A
leucemia felina, que não é igual à leucemia humana, é uma das doenças mais extensas. Ela não é contagiosa para o ser humano nem a outros animais, transmitindo-se somente de gato para gato, pela saliva ou pelo sangue. Os gatos vacinados contra a leucemia estão protegidos em 95%. Castrando um animal, se evita a contaminação, já que o animal tende a permanecer mais em casa e não ter contato com outros gatos, deixando a chance de se infectar quase nula.
Infelizmente, a leucemia felina é uma doença desconhecida por muitos veterinários, que, ao não saber como tratá-la, recomendam o sacrifício do animal. Entretanto, não é igual haver estado em contato com a enfermidade e ser portador dela, já que o portador pode estar infectando e transmitindo-a. No primeiro caso,o gato pode chegar a não ter sintomas da doença, tendo uma vida longa e saudável. No segundo caso, o animal etá mais exposto à morte, mas ainda assim, não é uma doença necessariamente fulminante. A leucemia felina não é inicialmente mais que a perda de defesas de um gato que é portador dela; porém, ela é uma doença degenerativa, que diminui a vida do bichano em alguns anos, mas que pode ser abrandada se viver em boas condições, a a não ser que, devido à fraca imunidade, qualquer pequena doença possa ser altamente perigosa para o animal. A leucemia "terminal", ocorre quando ela chega à
medula óssea, anulando totalmente a produção de glóbulos brancos para a sua defesa; quando esta ocorre, o animal começa a ter a sua saúde deteriorada rapidamente e mostra agonia, de forma que o sacrifício é a única solução. Mas, durante o tempo em que está em um estado crítico, o gato necessita de cuidados e boa alimentação, acompanhado por veterinários, do uso do interferon e outros complementos que o ajudem a ter defesas mais fortes.

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